sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
PS:
Você salvou minha noite, quando dormindo, eu sonhei com você. Eu tive milhões de frases feitas pra te dizer entre uma cena e outra, mas tudo me pareceu tão rápido, o tempo é rápido até quando penso em você, me ultrapassa quando estou ao teu lado, e nem pelo momento do meu sonho indigno de ser teu, vem ele e me faz levantar com a luz do dia a raiar na minha face. Encarando-a assim, ainda resta-me uma lembraça de quando estava dormindo. Você vinha em minha direção e nesse momento as frase já não mais eram grandes e muito menos frequentes, a frequência rápida das frases dava lugar ao ritmo da respiração rápida, ofegante... e então eu acordei, porque com você é sempre assim, minhas noites não passam de sonhos.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Turvo
Enfim nascia ela, era a mãe e o pai de si, a própia fazia-se reprodutora de todos seus filhos e educava-os como de forma a serem como ela era, alguns por mais que esta quizesse desviavam-se do caminho, mudava-se constantemente, quase não sorria mas era ela que quase toda sua própria alegria, prendia-se como ninguém nunca se prendeu ao seu amor, consolava-se em seus momentos de aflição.
Volte para o onde que te abrigou, passe por caminhos que voce nunca passou, desvie de buracos entretanto pule em alguns, passe sobre a poça d'água formada na rua, deixe a goteira festejar ao acertar o alvo "você", cuidado com tudo contudo, as vezes não tome cuidado, saia...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Conhecer
A palavra conhecer tem um sentido imenso. Nós vivemos praticando o verbo, mas não nos damos conta do quanto isso influencia nossa vida. Ela pode ser apresentada sem ser explicita, não gosta de mostrar o peso que tem, prefere nos pôr a disposição dela, e quando isso acontece, é como se fossemos estrelas onde estivermos, sempre conheceremos algo, alguém, quem, quando, quê? Você conhece?
É estranha essa idéia. Pare para pensar: depois que se conhece alguém, a não ser por atritos numa jornada, é uma pessoa que você jamais vai deixar de desconhecer. É verdaderamente um espaço ocupado no seu "HD", por maior esforço que façamos, por mais que ignoremos, aquela pessoa estará lá, nos conhecerá e vice-versa.
Então me dirão, eu esqueci que fulano foi meu amigo em tal ano de colegial. Pronto, você mesmo acabou de lembrar de onde conhecia, e com essa lembrança vira´também o local, como estava o dia, em que período dia ou da noite foi... ainda assim, não te convenci que conhecer é um dos verbos mais utilizados?
Façamos o seguinte, numa roda de amigos fale disso, depois de alguns meses ou até mais que meses comece a falar as mesmas coisas, certamene o que você mais irá ouvir será: conheço isso ou já ouvi falar isso até mesmo, isso não me é estranho.
Portanto aqui vai uma dica, conheça, pois independente se fará parte do seu futuro ou se ficará no seu passado, é um registro da sua vida em algum momento marcado para sempre.
Otto Frank
De inicío uma prisão, ao invés de grades, paredes, não eram só quatro, eram mais. Uma nação inteira dominada por outra, um sangue azul sobrepondo um vermlho, irmandades e corpos que se atracam, matam, fervem nas caldeiras dos campos de concentração.
A cada dia um, doi, dez, mil pessoas que faziam a passagem, talvez pela insuficiência de responder a altura àquilo que era feito a elas. Triste é ter que assistir, bater palma, e ler tudo o que pensa uma menina de doze ou catorze anos de idade.
A dor da saudade é irreparável, os que por aqui ficaram não mais esqueceram o que com a fumaça de odor forte e densa levou delas.
Eu só "espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda".
terça-feira, 24 de novembro de 2009
O Naufrágio do Barco Cor de Âmbar.
Sentado na beira do cais
Sem nada a minha volta
Sem papel e nada mais
Me veio a inspiração
Sentado na beira do cais
Fiz um barco de papel
Esperei que ele pudesse pelo mar navegar
Foi nessa esperança tola
Que vi meu barco naufragar
Sentado na beira do Cais
Como quem vê o mar
A vida diante do espelho
D'água me faz viajar
Lá se foi aquele barco
Pequeno, frágil e âmbar
Morar com os peixinhos
Que habitam o fundo do mar
Sentado na beira do cais eu pude decifrar
Que a vida é passageira
E reflete-se na onda a rolar
Um dia quando eu voltar
talvez não encontre o lugar
Do naufrágio do barco frágil
Que tinha cor de âmbar
Sentado na beira do cais
Eu pude observar
Que o barco não serve pra nada
A não ser pra afundar
Levando com ele os sonhos
Todinhos pro fundo do mar.
(Continuar depois)
Bruno Faleiro
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Papel Toalha
Eu não quero rimar pra você, francamente eu poderia fazer de você todos os versos de uma rima, mas te desigualar me faria acreditar que por um instante que você foi única, te fiz de rascunho num papel toalha.
Toalhas de papel para que eu não enxugue você, para que eu possa ver em seu corpo toda sua aurea percorer quando molhado ele estiver.
Papéis não servem pra enxugar, eles servem pra escrever, rimas de um verso triste, mas dos quais eu não posso rimar você.
Pule da Janela
Há tempos que venho pensando sobre algo que me acompanha. É estranho ter e não poder ver o que se tem, sentir e não saber o porque se sente. Nada mais faz parte de mim, e até mesmo meus discursos idiotas ficaram pro dia seguinte, nessa busca pelo agora, me perdi dentre todos. Hoje sou eu, sou único e meu tempo é ouro. Poder bradar seria uma linda forma de aliviar, mas teria quem fizesse crítica e essa certamente não é a minha intenção. O que hoje em mim habita, é uma grande depressão, um bomba de sentimentos nostalgicos em plena erupção, grande , pequena, do tamanho certo pra matar o meu problema.
Eu me encontro fraco, num estado não muito animado, mas preciso estar aqui, eles querem me levar e eu grito: eu fico... eu fico por aqui mais um tempo.
Talvez eles duvidem da minha força, mas eu luto fácil contra o que dentro de mim me persegue. A noite é o prato quente pra eu me sentir frio, é na hora de por a cabeça no travesseiro que ele mais me assombra, pois é quando estou sozinho, nao fosse pela noite esse fantasma nunca entraria no caminho.
Quando eu penso que tudo estava certo, descrubo que errei pra isso. Seriam só mais alguns instantes de prazer pra me faltar pro resto de minha vida.
Entretanto eu já sei, mesmo que ela esteja em mim, eu não estarei nela. Faça como eu, pule da janela.
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